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[Resenha] Passarinho.


Título original: Bird
Autor (a): Crystal Chan
Editora: Intrínseca
Ano: 2014
ISBN: 9788580577358

Sinopse: O avô de Joia parou de falar no dia em que matou o irmão dela. O menino se chamava John, e achava que tinha asas. Subia e saltava do alto de qualquer coisa, até ganhar do avô o apelido de Passarinho. Joia não teve a chance de conhecê-lo, pois Passarinho se jogou do penhasco bem no dia em que ela nasceu. Ainda assim, por muito tempo ela viveu à sombra de suas asas. Agora, aos doze anos, Joia mora em uma casa tomada por silêncio e segredos. Os pais culpam o avô pela tragédia do passado, atribuem a ele a má sorte da família. Joia tem certeza de que nunca será tão amada quanto o irmão, até que ela conhece um garoto misterioso no alto de uma árvore. Um garoto que também se chama John. O avô está convencido de que esse novo amigo é um duppy - um espírito maldoso, mas Joia sabe que isso não é verdade. E talvez em John esteja a chave para quebrar a maldição que recaiu sobre sua família desde que Passarinho morreu.

"Como diz papai, não existem coincidências na vida – o que não passa de um jeito elegante de dizer que, por mais misterioso, insano ou impossível que seja, o que tiver que ser, será. E acho que ele está certo."

No dia em que Joia nasceu, seu irmão mais velho, John, se jogou de um penhasco. John tinha o apelido de Passarinho, pois seu avô costumava lhe dizer que poderia voar, e o apelido acabou pegando. Infelizmente, Joia não pode de fato comemorar seu aniversário, já que para o resto de sua família e até para ela é uma data marcada por longos silêncios.

No dia de seu aniversário de 12 anos não foi diferente. Seu avô continua se trancando no quarto e seus pais a levam para o cemitério. E como em todos os aniversários, Joia tem dificuldade para dormir. Todos os anos, ela sai escondida de casa e vai até o carvalho que há no fim da rua, mas nesta noite ela não estava sozinha.

Ao chegar a árvore, havia alguém sentado no terceiro galho, galho este em que Joia costumava sentar. O garoto se apresenta como John e diz ser sobrinho do dono do terreno. Eles ficam lá sentados, a princípio em silêncio e depois começam a falar de coisas bobas. Porém, é só na hora de ir embora que Joia vê realmente o garoto, pois antes a escuridão dificultava que ela enxerga-se-o com clareza. John é negro! Isso deixa Joia surpresa, já que a família do garoto é toda de brancos. Contudo, o que mais chama atenção dela é que ela sente que ele esconde algo, e ela gostaria de descobrir.

"Só que, dessa vez, embora não tivéssemos dito uma única palavra, eu ainda entendia a mensagem dele, alta e clara: 'ainda estou aqui'."

Um livro que classifico como infanto-juvenil não só pelos protagonistas serem crianças, mas pela forma como a autora narrou a história, a leveza com que ela conduziu todo o desfecho e sua forma de descrever pessoas e lugares. É uma leitura muito rápida de se fazer, pois a narrativa é bem fluida e os capítulos são curtinhos, além disso a cada fim de capítulo uma dúvida era deixada no ar.

Os personagens têm problemas de pessoas adultas, mas isso não interfere muito na dinâmica da história. Não é algo que os faça ficar depressivos ou mesmo com raiva por isso. É mais como algo com que eles terão que aprender a conviver e de certa forma uma lição de aprendizagem para o leitor.

A única coisa que não gostei foi, o pai de Joia tem origens diferentes das usuais e por isso sua religião é diferente, e como isso não era o foco central da história, eu muitas vezes fiquei confusa sobre o funcionamento da crença dele. Outra coisa que me incomodou também foi o fato de não ter uma carga dramática maior. Na maioria dos livros que costumo ler, não gosto de personagens dramáticos demais, mas no caso da Joia seria justificável e teria feito com que eu sentisse mais empatia por ela ou pela mãe dela, que é uma personagem muito fechada e que mesmo quando teve um aparecimento maior, ainda assim se mostrava ser alguém reservada.

Em suma uma leitura agradável, que tratará de assuntos bem delicados como o relacionamento familiar, o luto, as religiões e os conflitos que elas trazem para uma família. Falará também de amizades, de como só o amor pode transpor grandes barreiras e de como o perdão e aceitação são libertadores.

Beijos e até o próximo post!

4 comentários:

  1. Bem legal esse livro... tenho na minha estante mas eu nunca li ele ... mas achei legal o jeito q ce falou foi bem sincera ao resenha ele ...

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  2. Bem legal esse livro... tenho na minha estante mas eu nunca li ele ... mas achei legal o jeito q ce falou foi bem sincera ao resenha ele ...

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  3. Cara, meus deus do CÉU, que livro é esse?
    A sua resenha me deu vontade de ir lá no amazon e procurar LOGO esse livro e vou ler, ahahahaha. sério. <3


    beeijão :)
    http://www.carolhermanas.com.br/

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  4. Infelizmente este não é um livro muito do meu adrago, mas sua resenha ficou ótima.

    www.misteriosliterarios.com.br

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