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Resenha #22: O oceano no fim do caminho.



Título original: The ocean at the End of the Lane
Autor (a): Neil Gaiman
Editora: Intrínseca 
Páginas: 202
ISBN: 9788580573688

Sinopse: Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino. Ele sabia que os adultos não conseguiriam e não deveriam compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano.

"Fui para outro lugar em minha cabeça, para dentro de um livro. Era para onde eu ia sempre que a vida real ficava muito difícil ou muito inflexível."

Comprei o livro porque gostei da capa, que é lindíssima. E porque o comentário do Kirkus Rewiews me deixou super curiosa.

A estória não é nada do que imaginei. Mas isso não quer dizer que não gostei, pelo contrario achei bastante interessante.

O livro nos conta que um homem de meia idade - seu nome nunca foi revelado, quando se referiam a ele era sempre como garoto, menino e etc - retorna para a casa onde passou a infância, por causa de um funeral, que não nos é revelado de quem. Logo após o funeral, ele vai inconscientemente até a fazenda onde antigamente morava sua única amiga, Lettie Hempstock. Chegando lá ele sabe que a Lettie não se encontra, mas mesmo assim pergunta por ela a mulher que encontrou na casa. Mulher essa que iremos descobrir teve um papel fundamental na estória. 

Não encontrado-a ele caminha até o "oceano" e senta num banquinho que tem ali perto, e é a partir daí que a estória se alterna entre passado e presente.

Em um canal literário vi que o livro se categorizava como ame-o ou odeio-o. Não amei, muito menos odiei o livro. Ele me fez refletir bastante sobre a vida, sobre a infância e como estamos constantemente em mudanças e com isso acabamos esquecendo, não totalmente, certas coisas. Porém, certas coisas nós levamos no coração, não na mente :)

"Não tenho saudade da infância, mas sinto falta da forma como eu encontrava prazer em coisas pequenas, mesmo quando coisas maiores desmoronavam. Eu não podia controlar o mundo no qual vivia, não podia fugir de coisas nem de pessoas nem de momentos que me faziam mal, mas tinha prazer nas coisas que me deixavam feliz."

Não entrarei em detalhes sobre as partes do passado, porque o bom do livro é irmos descobrindo lentamente junto com o personagem o que aconteceu e porque ele não consegue se lembrar com clareza.

Não crie expectativas para o livro, deixe a leitura fluir e se encante com a escrita fantástica que o Neil tem.

O livro é classificado como Romance Adulto, mas para mim foi mais como um infanto-juvenil.


Então, é isso! Beijos e até o próximo post.

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